sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Como a Geração Y vai mudar o multinível no Brasil e no mundo



Como resultado de novas tecnologias de comunicação e da disseminação da internet cada vez maior, uma nova geração se junta à força de trabalho no mundo.
Os Millenials ou Geração Y como são conhecidos, são jovens adultos que cresceram utilizando microcomputadores, celulares e internet e utilizam dessas tecnologias para se conectar com as pessoas trazendo essa metodologia de comunicação para o ambiente de trabalho.
As empresas de multinível entendem que o crescimento contínuo e o sucesso como um todo é diretamente relacionado com a manutenção e a motivação de sua base de distribuidores existentes e também do recrutamento de novos distribuidores. A tendência é que esse grupo de empreendedores comece a ser cada vez mais jovens com a chegada desta nova geração.
Totalizando 42 milhões os Milennials são aqueles que têm entre 20-30 anos de idade em 2009. E de acordo com uma pesquisa realizada em 2008 pela consultoria PricewaterhouseCoopers, 21% esperam trabalhar fora do ambiente normal de trabalho. Isso representa uma população de 8.820.000 jovens adultos que fazem parte do público alvo de uma oportunidade de marketing multinível somente nos EUA. Outra pesquisa indica que 70% dos estudantes do ensino médio americano pretendem abrir a própria empresa ou próprio negócio, e a metade deles acha que isso é mais seguro do que ter um emprego tradicional de segunda a sexta a 40 horas por semana.
Estes jovens da Geração Y com sua atitude de “faça você mesmo” representam uma grande tendência para a indústria de multinível. De acordo com um estudo publicado pela DSA (Direct Selling Association), 21% das pessoas envolvidas com vendas diretas possuem entre 18-34 anos. E com a agilidade, através da utilização da tecnologia, comunicação e da conectividade através das mídias sociais, que os tornam capazes de fazer mais com menos, esta nova geração de potenciais distribuidores que chegam a quase 9 milhões certamente irão contribuir para um aumento dessa porcentagem e renovação da idade média dos distribuidores como um todo.

E as empresas que se utilizarem de ferramentas inovadoras e saibam criar uma marca atrativa capaz de fisgar esta geração, com certeza irão se beneficiar desta nova tendência dentro da indústria. Empresas inovadoras do mercado tradicional como Google, Twitter e outras já se utilizam de uma visão organizacional totalmente voltada para esta nova geração de trabalho, com uma gestão baseada em resultados, sem horários fixos de trabalho e atendendo os desejos de crescimento e sede por desafios da nova geração.

Recentemente também uma das maiores publicações do setor de vendas diretas nos EUA, a Direct Selling News, publicou uma matéria especial na capa sobre a construção de relacionamentos através das mídias sociais via internet (Ed. Outubro 2009).

Que a internet chegou para ficar e simplificar a maneira como desenvolvemos o negócio de marketing multinível isso é fato. Porém devemos estar conscientes de que o negócio se tornará sólido através da construção das relações humanas, e que o trabalho 100% virtual perde sua característica de geração de valor que as vendas diretas trazem para os clientes do produto que está sendo comercializado e também para os membros de sua organização.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009


O Garr Reynolds, autor do Presentation Zen, postou algumas dicas muito interessantes sobre como pensar como um designer. Esse modelo mental, segundo ele, pode ser fantástico para todos nós, seja qual for a profissão. Não tem nada a ver com o desenvolvimento de formas ou tornar as coisas mais bonitas – apesar de ajudar muito nisso. Esse tipo de raciocínio tem mais a ver com resolver qualquer tipo de problema.

Achei bem interessante, pois são dicas que poderiam muito bem se chamar “pense como um planejador". A dinâmica é parecida.

Vamos lá...

1 – Aceite as limitações:

Limitações e restrições são algo maravilhoso e nos levam a soluções mais criativas e engenhosas, que sem limites nunca seriam criadas ou descobertas. A questão é: como resolver um determinado problema com os recursos e tempo que você tem?

2 – Pratique a restrição:

Qualquer pessoa pode complicar e adicionar algo mais. Porém, é necessário ter muita disciplina mental e força de vontade para fazer as escolhas mais difíceis sobre o que incluir e o que excluir. O genial está, geralmente,no que você omite ou deixa de fora.

3 – Tenha um pensamento de iniciante:

Como diz o velho ditado, na mente de um especialista há poucas possibilidades, mas, na mente de um iniciante, o mundo está escancarado. Os designers entendem a necessidade de correr riscos, especialmente durante o início da exploração do problema. Eles não tem medo de quebrar as convenções. Bons designers tem a mente aberta e confortável com a ambigüidade no início do processo. É assim que as descobertas são feitas.

4 – Deixe seu ego de lado logo na entrada:

O que importa não é você, mas eles (seu público, pacientes, alunos, etc.). Olhe o problema do ponto de vista deles – se coloque no lugar deles. Não é uma coisa fácil. Exige uma quantidade enorme de empatia. Portanto, entre em contato com seu lado empático – uma habilidade pouco valorizada, mas que pode ser um diferencial enorme e a chave para entender o problema verdadeiramente.

5 – Foque na experiência do design:

O que importa não é a coisa em si, mas a experiência dessa coisa. Tem muito a ver com a dica anterior – se coloque no lugar deles. Como as pessoas interagem com a sua solução? Lembre-se que a maior parte do design tem um componente emocional. Muitas vezes esse é o componente mais forte – apesar dos usuários não saberem disso. Nunca seja negligente com o aspecto emocional das suas soluções.

6 – Torne-se um grande contador de estórias:

Geralmente, não é só o design – ou a solução para o problema - que é importante, mas sim a estória ao seu redor. Qual o significado da solução? Pratique ilustrando o significado das suas soluções, tanto verbalmente como visualmente. Comece com o geral e vá se aproximando dos detalhes, retorne para nos lembrar do tema ou conceito central, e então volte de novo para iluminar melhores os detalhes.

7 – Pense em comunicação, não em decoração:

O Design – até mesmo gráfico – não é beleza. Design não é estética, apesar deste ser um elemento importante. Mais do que qualquer coisa, o design é resolver problemas ou tornar a situação um pouco melhor do que antes. Design não é arte, apesar de haver arte no design.

8 – Tenha obsessão por ideias, não por ferramentas:

Ferramentas são importantes e necessárias, mas elas vão e vem com novas ferramentas que vão surgindo. Seja obcecado, portanto, por ideias. Apesar da maioria das ferramentas serem efêmeras, algumas das melhores ferramentas são um lápis e um pedaço de papel. Essas são, provavelmente, as mais úteis – especialmente no estágio do pensamento – pois são as mais diretas. Um bom conselho é ser análogo no início, com as ferramentas mais simples possíveis.

9 - Clarifique a sua intenção:

Design tem a ver com escolhas e intenções, não é nada acidental. o Design é um processo. O usuário final provavelmente não perceberá o design de alguma coisa. Acaba parecendo que é algo que simplesmente funciona, supondo que eles pensam sobre tudo isso, mas a facilidade de uso (ou de entendimento) não é acidental. É o resultado de escolhas e decisões cuidadosas.

10 - Aprimore sua visão e curiosidade e aprenda com as lições ao seu redor:

Bons designers são habilidosos em notar e observar. Eles são capazes de ver tanto a imagem mais ampla como os detalhes do mundo ao seu redor. Os humanos sempre buscam padrões naturais. Esteja atento ao que você e os outros buscam. O design é um modelo mental. Você é criativo, prático, racional, analítico e passional. Alimente essas aptidões.

11 – Aprenda todas as regras e saiba quando e porque quebrá-las:

Ao longo dos séculos, aqueles que vieram antes de nós estabeleceram diretrizes úteis e necessárias – geralmente chamadas de regras ou leis, e é importante conhecê-las. No entanto, algumas podem e devem ser quebradas de vez em quando, mas é preciso saber o porquê.