terça-feira, 30 de junho de 2009

Por que se pede a São Longuinho promentendo três pulinhos?




O que você faz quando perde alguma coisa e não encontra de jeito nenhum? Uma simpatia brasileira típica é invocar o funcionário número um do Departamento Celestial de Achados e Perdidos: São Longuinho. Só não se esqueça, quando o objeto reaparecer feito mágica, de agradecer dando três pulinhos - de preferência acompanhados de três gritinhos (e bem sozinho, para evitar gracejos e maledicências).

Existe forma de agradecimento mais esdrúxula na história da humanidade? Mas o mais curioso é que ninguém sabe de onde veio essa superstição saltitante - Mundo Estranho ouviu vários folcloristas e nenhum deles tinha a menor idéia da sua origem, a não ser especulações relacionando a tríade de pinchos à Santíssima Trindade.

São Longuinho, santo celebrado em 15 de março, é especialmente popular na Espanha e no Brasil - mas aqui só existe uma igreja com sua imagem, em Guararema, interior de São Paulo. "Longuinho vem de Longinus, nome comum aos mártires", afirma o teólogo Décio Passos, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Longinus, por sua vez, vem do grego lonkhe, que quer dizer lança. Segundo os historiadores da religião, Longinus chamava-se Cássio e era um dos centuriões romanos escalados para vigiar Cristo na cruz. "Na Sexta-Feira Santa, Cássio espetou sua lança no coração de Jesus e acabou levando um jato de sangue em seus olhos", diz o padre Aparecido Pereira, estudioso de hagiografias (biografias de santos) e editor do jornal O São Paulo, da Cúria Metropolitana. Cássio sofria de um problema de vista - ou "cegueira espiritual", de acordo com alguns relatos - e, naquele momento, foi curado instantaneamente.

Converteu-se ao Cristianismo e refugiou-se na Cesaréia, onde virou monge. Descoberto, foi decapitado, como tantos outros mártires cristãos.

A história de São Longuinho é citada no Novo Testamento por Mateus (27:54), Marcos (15:39) e Lucas (23:47).

segunda-feira, 29 de junho de 2009

HISTORIA DO FUTEBOL




copa do mundo de futebol - 1950
Final da Copa de 1950: Brasil perde na final para o Uruguai

Introdução

O futebol é um dos esportes mais populares no mundo. Praticado em centenas de países, este esporte desperta tanto interesse em função de sua forma de disputa atraente.

Origem do futebol

Embora não se tenha muita certeza sobre os primórdios do futebol, historiadores descobriram vestígios dos jogos de bola em várias culturas antigas. Estes jogos de bola ainda não eram o futebol, pois não havia a definição de regras como há hoje, porém demonstram o interesse do homem por este tipo de esporte desde os tempos antigos.

O futebol tornou-se tão popular graças a seu jeito simples de jogar. Basta uma bola, equipes de jogadores e as traves, para que, em qualquer espaço, crianças e adultos possam se divertir com o futebol. Na rua, na escola, no clube, no campinho do bairro ou até mesmo no quintal de casa, desde cedo jovens de vários cantos do mundo começam a praticar o futebol.


pai do futebol no Brasil O inglês Charles Miller

Origens do futebol na China Antiga
Na China Antiga, por volta de 3000 a.C, os militares chineses praticavam um jogo que na verdade era um treino militar. Após as guerras, formavam equipes para chutar a cabeça dos soldados inimigos. Com o tempo, as cabeças dos inimigos foram sendo substituídas por bolas de couro revestidas com cabelo. Formavam-se duas equipes com oito jogadores e o objetivo era passar a bola de pé em pé sem deixar cair no chão, levando-a para dentro de duas estacas fincadas no campo. Estas estacas eram ligadas por um fio de cera.

Origens do futebol no Japão Antigo
No Japão Antigo, foi criado um esporte muito parecido com o futebol atual, porém se chamava Kemari. Praticado por integrantes da corte do imperador japonês, o kemari acontecia num campo de aproximadamente 200 metros quadrados. A bola era feita de fibras de bambu e entre as regras, o contato físico era proibido entre os 16 jogadores (8 para cada equipe). Historiadores do futebol encontraram relatos que confirmam o acontecimento de jogos entre equipes chinesas e japonesas na antiguidade.

Origens do futebol na Grécia e Roma
Os gregos criaram um jogo por volta do século I a.C que se chamava Episkiros. Neste jogo, soldados gregos dividiam-se em duas equipes de nove jogadores cada e jogavam num terreno de formato retangular. Na cidade grega de Esparta, os jogadores, também militares, usavam uma bola feita de bexiga de boi cheia de areia ou terra. O campo onde se realizavam as partidas, em Esparta, eram bem grandes, pois as equipes eram formadas por quinze jogadores.Quando os romanos dominaram a Grécia, entraram em contato com a cultura grega e acabaram assimilando o Episkiros, porém o jogo tomou uma conotação muito mais violenta.

O futebol na Idade Média
Há relatos de um esporte muito parecido com o futebol, embora usava-se muito a violência. O Soule ou Harpastum era praticado na Idade Média por militares que dividiam-se em duas equipes : atacantes e defensores. Era permitido usar socos, pontapés, rasteiras e outros golpes violentos. Há relatos que mostram a morte de alguns jogadores durante a partida. Cada equipe era formada por 27 jogadores, onde grupos tinham funções diferentes no time: corredores, dianteiros, sacadores e guarda-redes.

Na Itália Medieval apareceu um jogo denominado gioco del calcio. Era praticado em praças e os 27 jogadores de cada equipe deveriam levar a bola até os dois postes que ficavam nos dois cantos extremos da praça. A violência era muito comum, pois os participantes levavam para campo seus problemas causados, principalmente por questões sociais típicas da época medieval.
O barulho, a desorganização e a violência eram tão grandes que o rei Eduardo II teve que decretar uma lei proibindo a prática do jogo, condenando a prisão os praticantes. Porém, o jogo não terminou, pois integrantes da nobreza criaram um nova versão dele com regras que não permitiam a violência. Nesta nova versão, cerca de doze juízes deveriam fazer cumprir as regras do jogo.

O futebol chega à Inglaterra
Pesquisadores concluíram que o gioco de calcio saiu da Itália e chegou a Inglaterra por volta do século XVII. Na Inglaterra, o jogo ganhou regras diferentes e foi organizado e sistematizado. O campo deveria medir 120 por 180 metros e nas duas pontas seriam instalados dois arcos retangulares chamados de gol. A bola era de couro e enchida com ar. Com regras claras e objetivas, o futebol começou a ser praticado por estudantes e filhos da nobreza inglesa. Aos poucos foi se popularizando. No ano de 1848, numa conferência em Cambridge, estabeleceu-se um único código de regras para o futebol. No ano de 1871 foi criada a figura do guarda-redes (goleiro) que seria o único que poderia colocar as mãos na bola e deveria ficar próximo ao gol para evitar a entrada da bola. Em 1875, foi estabelecida a regra do tempo de 90 minutos e em 1891 foi estabelecido o pênalti, para punir a falta dentro da área. Somente em 1907 foi estabelecida a regra do impedimento.

O profissionalismo no futebol foi iniciado somente em 1885 e no ano seguinte seria criada, na Inglaterra, a International Board, entidade cujo objetivo principal era estabelecer e mudar as regras do futebol quando necessário.
No ano de 1897, uma equipe de futebol inglesa chamada Corinthians fez uma excursão fora da Europa, contribuindo para difundir o futebol em diversas partes do mundo.
Em 1888, foi fundada a Football League com o objetivo de organizar torneios e campeonatos internacionais.

No ano de 1904, foi criada a FIFA ( Federação Internacional de Futebol Association ) que organiza até hoje o futebol em todo mundo. É a FIFA que organiza os grandes campeonatos de seleções ( Copa do Mundo ) de quatro em quatro anos. Em 2006, aconteceu a Copa do Mundo da Alemanha, que teve a Itália como campeã e a França como vice.A FIFA também organiza campeonatos de clubes como, por exemplo, a Copa Libertadores da América, Copa da UEFA, Liga dos Campeões da Europa, Copa Sul-Americana, entre outros.

bola de futebol Bola de futebol : final do século XIX




História do Futebol no Brasil
Nascido no bairro paulistano do Brás, Charles Miller viajou para Inglaterra aos nove anos de idade para estudar. Lá tomou contato com o futebol e, ao retornar ao Brasil em 1894, trouxe na bagagem a primeira bola de futebol e um conjunto de regras. Podemos considerar Charles Miller como sendo o precursor do futebol no Brasil.
O primeiro jogo de futebol no Brasil foi realizados em 15 de abril de 1895 entre funcionários de empresas inglesas que atuavam em São Paulo. Os funcionários também eram de origem inglesa. Este jogo foi entre FUNCIONÁRIOS DA COMPANHIA DE GÁS X CIA. FERROVIARIA SÃO PAULO RAILWAY.
O primeiro time a se formar no Brasil foi o SÃO PAULO ATHLETIC, fundado em 13 de maio de 1888.
No início, o futebol era praticado apenas por pessoas da elite, sendo vedada a participação de negros em times de futebol.
Em 1950, a Copa do Mundo foi realizada no Brasil, sendo que a seleção brasileira perdeu o título, em pleno Maracanã, para a seleção Uruguaia (Uruguai 2 x Brasil 1). Em 2014, a Copa do Mundo de Futebol será realizada novamente no Brasil.


Você sabia?

- Comemora-se em 19 de julho o Dia do Futebol.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O ADEUS DE UM MITO DO POP (Michael Joseph Jackson (*Gary, 29 de agosto de 1958 + Los Angeles, 25 de Junho de 2009)




Saiba mais sobre a vida e a carreira do cantor considerado o "Rei do Pop"

PERFIL - MICHAEL JACKSON


Nome completo: Michael Joseph Jackson

Nasceu em: 29 de agosto de 1958, na cidade de Gary, Estado de Indiana (EUA)

Início da carreira musical: em 1962, quando tinha apenas 5 anos, ao lado dos irmãos: Jackie, Jermaine, Tito, Marlon e Michael, no grupo Jackson's Five

Carreira-solo: Michael começou a cantar sozinho em 1970, mas ainda em apresentações paralelas aos Jackson's Five

Do auge à decadência: "Thriller", álbum de 1981, foi o mais vendido da história, com 41 milhões de cópias. "Invisible", de 2001, vendeu apenas 2,1 milhões de exemplares.

Talvez não haja na história do showbizz mundial um caso de ascensão e queda tão grande quanto o que ocorreu com a carreira de Michael Jackson há alguns anos. De "Rei do Pop", o cantor passou a ser considerado personalidade excêntrica, artista de temperamento inconstante e, recentemente, um fracasso de vendas. Isso sem mencionar os escândalos envolvendo Jackson e os menores que passavam temporadas em sua propriedade, o rancho Neverland.

Muitos especialistas em celebridades e até mesmo fãs descontentes com as excentricidades do cantor procuram respostas para explicar o que move Jackson atualmente. As constantes plásticas que alteraram profundamente as linhas de seu rosto, o endividamento de sua fortuna, gasta com frivolidades e caprichos e a queda na qualidade musical de seus trabalhos recentes são apenas uma parte da derrocada do astro. Para alguns, tudo isso tem raízes na infância pobre de Michael e na figura autoritária de seu pai. Mas a pergunta ainda persiste: qual é a razão para a estrela de Jackson cair tão vertiginosamente, já que talento não lhe falta?

A infância
Foto: AP
Michael Jackson aos 13 anos

Joe Jackson era pai de nove crianças: Jackie, Tito, Marlon, Jermaine, Maureen, La Toya, Janet, Randy e Michael - uma família grande e pobre. Joseph trabalhava como operário e nas horas vagas tentava carreira musical em vários grupos, sem sucesso. No entanto, não demorou para ele notar a aptidão dos filhos para a música. Quando Michael tinha 5 anos, passou a integrar, junto com Jackie, Tito, Marlon, Jermaine o grupo Jackson's Five. O quinteto demorou alguns anos para conseguir espaço no meio musical, o que só aconteceu no final da década de 60, quando Barry Gordy, dono da gravadora Motown (especializada em divulgar artistas negros norte-americanos como Diana Ross, The Supremes, The Temptations e Stevie Wonder), deu espaço para a banda. Nessa epoca estoura o primeiro sucesso dos Jackson's Five, a canção "I want you back", de 1969. Aos 13 anos, os Jackson já colecionavam outros hits - "Got To Be There", Rockin Robin" e "Ben".

Michael se destacava dos irmãos facilmente. Era o mais afinado e tinha um talento natural para dançar. Mesmo sendo o caçula do grupo, era ele o líder dos Jackson's. Por este motivo, um ano depois, o cantor decidiu começar carreira-solo, paralelamente aos trabalhos com os irmãos. Começava aí a tentativa de Michael em fugir do controle exagerado do pai, que impedia os garotos de terem uma infância normal, pressionando e exigindo total dedicação à carreira artística. Acredita-se também que Joe batia nos filhos ou lhes impunha castigos exagerados.

#Q:Michael voa sozinho:#
Capa do álbum Off The Wall


A carreira-solo só começa a decolar em 1979, quando o cantor já havia conseguido derrubar a imagem de menino-prodígio que o acompanhara até a adolescência e, sustentando um estilo próprio, coloca o álbum Off The Wall (produzido por Quincy Jones) nas paradas de sucesso. A faixa-título, "Rock With You" e a canção "Don´t Stop 'Till You Get Enough" foram as principais responsáveis pela ascensão do disco. O álbum vendeu 11 milhões de cópias.

Thriller - O álbum do século

A parceria Michael Jackson e Quincy Jones mostrou toda sua potência musical em Thriller. Nem as previsões mais otimistas poderiam imaginar quase 50 milhões de cópias vendidas do álbum, 8 prêmios Grammy, 7 American Music Award, 37 semanas na primeira posição dos discos mais vendidos nos Estados Unidos e incareditáveis 2 anos tocando nas rádios seguidamente.

Jackson inovou em muitos aspectos o mundo da música com Thriller. O primeiro deles inclui a questão do clipe musical. A faixa-título ganhou apresentação em vídeo que tinha efeitos especiais, coreografia e seguia um roteiro. O clipe de "Thriller" ficou marcado na história como o precursor do gênero e ajudou a aumentar o espaço de artistas negros na MTV - canal que dava seus primeiros passos.

Outra característica marcante de Thriller foi a mistura ousada de ritmos como o rock, pop e rhythm and blues. Apesar de coeso, o álbum traz faixas com personalidade própria, capazes de se tornarem hits facilmente. Nomes importantes também participaram da feitura do CD; na canção "The Girl Is Mine", por exemplo, Jackson cantou em dueto com Paul MacCartney. Em "Beat In", os riffs e o solo eletrizante de guitarra são obra de Eddie Van Halen.
Foto: Reprodução


Cenas do videoclipe "Thriller", de 1982




Lançado em 1982, o disco deixou sucessos como "The Girl Is Mine", "Billie Jean", "Beat It", "Wanna Be Startin' Something", "Human Nature", "P.Y.T.(Pretty Young Thing" e, claro "Thriller". Além disso, foi em decorrência deste projeto que nasceu o clássico passo "Moonwalker", marca registrada do cantor quando se apresenta até hoje. Jackson estava em sua fase áurea e era o nome mais importante da música negra mundial e o astro de maior destaque do começo da década de 80.

A década de 80

Os anos 80 foram férteis para Michael Jackson mostrar todo seu talento. Em 1985 ele era o principal nome da campanha mundial contra a fome na Etiópia, comandada por cantores e atores americanos. O projeto USA for Africa contou com a participação de Lionel Ritchie, Steve Wonder, Bruce Springsteen, Tina Turner, Cindy Lauper, Billie Joel, só para citar alguns nomes. O single "We Are The World" tinha co-autoria de Jackson e foi sucesso total de vendas.
Foto: Reprodução
Capa do álbum Bad

O status de celebridade internacional conquistado por Michael colocou-o no na mira dos holofotes também fora dos palcos. Foi nesta época que a vida pessoal do cantor começou a ser notícia. Chamava atenção principalmente suas mudanças no rosto, fruto de plásticas realizadas no nariz e na área dos olhos, e o clareamento de sua pele. Boatos de que Jackson vivia em uma espécie de câmara hiperbárica ou de que fazia tratamento para ficar "branco" ocupavam a mídia. Foi nesse momento de sua carreira que Jackson começou a aprofundar seu comportamento excêntrico, isolando-se do mundo no recém-comprado rancho Neverland.

Em 1987 o cantor lança novo trabalho - é a vez do álbum Bad, que vendeu mais de 25 milhões de cópias. Acompanhado de vários videoclipes para promover as músicas, o disco foi bem-recebido pelos fãs (quer a esta altura já eram uma legião). Novos hits se seguiram, com as faixas "I Just Can't Stop Loving You", "Bad", "The Way You Make me Feel","Man In The Mirror" e "Dirty Diana". As batidas eram urbanas e misturavam guitarras elétricas com um jazz-funk suave. Nas letras, surgiam os primeiros desabafos do cantor com relação à exposição decorrente de seu sucesso. O livro autobiográfico Moonwalker, lançado no mesmo ano, procurou aplacar a curiosidade da imprensa e do público com relação à vida do astro, mas o resultado não foi o esperado.


Black or white?
Foto: Reprodução
Cena do videoclipe "Black or white"

Michael Jackson entra nos anos 90 em meio a muita polêmica quando o assunto era a sua vida pessoal. Muitas plásticas depois, seu rosto já não lembrava mais a descendência negra; a pele estava alvíssima e as esquistices do astro ultrapassavam a barreira da excentricidade saudável.

Em 1991 ele lança outro álbum - Dangerous, levado para as paradas de sucesso pelo hit "Black or White", uma resposta direta ao que se comentava ou escrevia sobre o clareamento de sua pele. Jackson tentou esclarecer a curisidade do público revelando que era portador de uma doença - o vitiligo - e por conta do tratamento, sua pele estava perdendo a cor negra.

"Dangerous" foi o projeto que maior injeção de marketing por parte da gravadora de Jackson. Não se repetiu o efeito "Thriller", mas a faixa título converteu-se no single de mais rápida ascensão no ranking da revista Billboard. Seu vídeoclipe foi o mais caro da carreira do astro. Ao todo, "Dangerous" vendeu 21 milhões de cópias.

O ano de 1993 marca o primeiro caso de pedofilia envolvendo Jackson. Um processo judicial acusava o cantor de ter abusado sexualmente de Jordan Chandler, um garoto de 13 anos de idade. Os advogados de defesa do cantor propõem um acordo de 20 milhões de dólares com a família e o caso é arquivado. No entanto, o episódio mancha a imagem do astro de forma irrecuperável.

No mesmo ano, ele dá uma entrevista para o programa da apresentadora Oprah Winfrey, revelando particularidades de sua vida pessoal, como o casos do vitiligo. No ano seguinte, Michael se casa com a filha de Elvis Presley - Lisa Marie, de 26 anos. A união de dois dos maiores "genes" musicais de todos os tempos se torna um acontecimento mundial. A fortuna de um possível herdeiro do casal ultrapassaria os 100 milhões de dólares.

Lisa Marie Presley aparece ao lado do marido em público e também parficipa de um videoclipe com Jackson, no qual os dois aparecem em cenas sensuais. A boataria em torno da união, no entanto, afirma que o casamento era uma "conveniência" e não passaria de um golpe publicitário para promover a carreira dos artistas. Verdade ou mentira, fato é que dois anos depois, o casal se divorciou.

Em 1995, Jackson lança mais um álbum, History, um CD duplo em comemoração a sua carreira. Antigos sucessos e canções mais recentes se misturam e o primeiro single do disco - 'Scream' - é cantado em dueto com a irmã, Janet Jackson. History vendeu 15 milhões de cópias no mundo todo.
Fotos: AP
Foto: Reprodução

Jackson em apresentação do álbum History O cantor ao lado da apresentadora Oprah Winfrey, a quem concedeu uma entrevista exclusiva falando sobre sua vida pessoal



Jackson é pai

Em 1996 os fãs são pegos de surpresa pelo segundo casamento do astro pop. Deborah Rove, de 37 anos, enfermeira da dermatologista do cantor é a escolhida em uma união que gerou dois filhos: Prince Michael Jr. (nascido em 1997) e Paris Michael Katherine (nascida no ano seguinte). Como era de se esperar, a relação dos dois não dura e, em 1999, Michael Jackson obtém a guarda dos filhos na Justiça.

A esta altura, Michael já está envolvido em inúmeros escândalos sobre sua possível relação com os garotos que frequentavam Neverland à convite do cantor. Sua imagem pública piora também por causa das atitudes esquisitas flagradas por câmeras. Os filhos do cantor vivem isolados do mundo e quando aparecem em público usam máscaras para cobrir o rosto.

O terceiro herdeiro de Jackson nasce em 2001. Prince Michael II não é fruto de nenhum envolvimento amoroso do cantor; a mãe da criança é desconhecida. O bebê ficou famoso por ser literalmente "chacoalhado" pelo pai, já janela de um hotel em Berlim, diante da imprensa que esperava por um aceno de Jackson.

#Q:Em franca decadência:#
Em 2001, Invisible é lançado no mercado. O projeto é considerado um fiasco se comparado aos seus antecessores - vendeu 2,1 milhões de cópias. Sem hits de grande impacto e com a imagem profundamente arranhada diante do público, Jackson vê sua carreira entrar em franca decadência. Isolado em Neverland, o astro pop continua a ser alvo de processos sobre pedofilia, mantém as atitudes extravagantes e se isola dos fãs que restaram.
Fotos: AP



Cópia do documento feito na delegacia em que Michael Jackson foi preso, em Santa Mônica Fãs fazem vigília na porta do rancho Neverland, à espera da absolvição do cantor

Bombardeado pela mídia, Jackson concede uma entrevista ao jornalista inglês Martin Bashir, em 2003. As declarações fazem parte do documentário Living with Michael Jackson, exibido pelo canal ITV. Ao invés de melhorar sua situação perante a opinião pública, o cantor acaba se condenando ainda mais ao declarar que não há mal nenhum em dormir na mesma cama que uma criança. Jackson confessa que costuma dormir ao lado de seus convidados em Neverland; ao seu lado durante a declaração (e quase toda a entrevista), está um menino de 13 anos.

O programa causa uma polêmica maior do que o esperado, por causa do conteúdo dito por Jackson. No mesmo ano, ele é alvo de uma investigação policial que revista Neverland em busca de provas que comprovassem o perfil pedófilo do astro. Em 20 de novembro de 2003, Jackson é algemado e preso em uma delegacia de Santa Bárbara por uma hora. Libertado sob fiança, recebe a notícia de que, desta vez, as acusações irão levá-lo ao tribunal.
Foto: AP
Michael acena para os fãs depois de ser inocentado do inquérito por pedofilia

Abuso sexual de menores e outras nove acusações pesavam contra ele na Justiça americana. O processo movido por um garoto de 13 anos começa em 31 de janeiro de 2005. Michael Jackson alega inocência do primeiro ao último dia de julgamento. Se condenado, poderia passar 20 anos na cadeia. No entanto, quase cinco meses depois, em 13 de junho, os jurados responsáveis por dar o veredicto do caso decretam que o cantor é inocente de todas as acusações.

Os flashes e câmeras de TV que quase transformaram o julgamento em um show transmitem a comportada comemoração pela vitória feita pelo astro do lado de fora do trubunal, cercado por uma multidão de fãs. Se a liberdade de Michael Jackson saiu ilesa de mais um escândalo, o mesmo não se pode dizer de sua carreira. O trono de "Rei do Pop" está vago novamente.

Após se preparar para um nova turne de shows pela inglaterra, com varios agendados (50 no total)todos com ingressos esgotados, Michael, nao resistiu a uma forte para cardíaca, a após ser socorrido pelo serviço de emergencia 911, veio a falecer na tarde de ontem em hospital proximo a sua casa em LOS ANGELES EUA.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

TERRA BOA, MINHA CIDADE, MEU PARAÍSO!




Terra Boa está localizado no noroeste do Parana, possui uma área de 317.550 km² com altitude de 635 metros, com uma posição geográfica de 23º 45’ latitude sul e 52º 26’ longitude W-GR, fazendo limites com os municípios de Araruna, Doutor Camargo, Engenheiro Beltrão, Ivatuba, Jussara, Ourizona e Peabiru. O município é banhado pelos rios São Mateus, Taquarimbé, Rio Ivaí (sendo este o principal). Em data de 20 de setembro de 1990 Terra Boa foi elevada à situação de Comarca.



História
A colonização de Terra Boa, bem como inúmeros municípios do norte do estado, deu-se pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná, que no ano de 1951 planejou e organizou o patrimônio de Terra Boa. Criando dessa forma uma planta urbana previamente traçada, com espaço reservado para as repartições públicas, centros esportivos e de lazer. Fazendo com que dessa forma atraísse lavradores, a residirem no município.
O nome da Cidade de Terra Boa foi dado por aquela Companhia e traduz o sentido da pujança do solo formado pela terra roxa, própria para a cultura do café e de todos os cereais dos climas tropical e subtropical.
No ano de 1952, foi celebrada no dia 2 de maio a primeira missa no município de Terra Boa. A missa foi celebrada pelo Padre Aloísio Jacob, vigário de Peabiru, na casa do Senhor Antônio de Oliveira, pois Igreja do município ainda estava em construção.
Através da Lei Estadual nº 2.411 de 13 de julho de 1955, o patrimônio de Terra Boa é elevado a município, sendo instalado no dia 11 de dezembro, quando foi desmembrado do município de Engenheiro Beltrão.
No mesmo ano, foram realizadas as eleições que elegeram o Senhor Carlos Marcondes, como o primeiro prefeito do município. Em 1957 é fundada a primeira escola do primeiro ao quarto ano (ensino fundamental) de Terra Boa, o Grupo Monteiro Lobato. Em 1961 foi fundado a Santa Casa de Misericórdia São Vicente de Paula. Em 1962 cria-se o distrito de Malu. Surge também a Igreja Católica, a Praça Santos Dummont, os geradores de luz que forneciam energia até as 22 horas, foram substituídos por energia elétrica. Foi inaugurado o cinema de Terra Boa e entre os anos de 1960 a 1970 houve uma grande expansão, e o município ultrapassa cerca de vinte mil habitantes.



Economia
O município de Terra Boa se desenvolveu, atraiu inúmeros agricultores, com isso vieram às agências bancárias, como: Bradesco, Bamerindus, Mercantil de São Paulo, Banestado e Banco do Comércio. Se instalou no município o Hotel Paraná, restaurantes, farmácias, Casas Pernambucanas, as antigas casas de Secos e Molhados, o comércio se consolida, e o município começa a se desenvolver.
Entretanto a base da economia local era a agricultura, e as constantes geadas trouxeram inúmeros problemas econômicos aos lavradores. No ano de 1975, ocorreu uma forte geada, fazendo-se com que se iniciasse o êxodo rural.
O poder público no intuito de manter a população em Terra Boa, iniciou os incentivos à indústria e o comércio local. Após o incentivo, no início da década de 80, o município possuía 18 fábricas de calçados, industrial de estofados e confecções, que nas datas de hoje, é o grande foco industrial do município, empregando boa parte da população em inúmeras fabricas de confecções espalhadas pelo município, além de 2 grandes industrias de derivados de metais (chaveiros, botões, fivelas etc), quatro empresas de embalagens plásticas, com tecnologia de ultima geração aplicada no maquinários, varias empresas no ramo alimentício, um abatedouro de frango, que ao instalar no município trouxe a diversificação na propriedades rurais a implantação de vários aviarios, enfim hoje o município esta com um parque industrial diversificado, bem como um forte comercio, alem de contar com a forte influencia no ramo da agricultura, sericultura e pecuária.



Religião
Com uma população com maioria católica, em 1976 foi inaugurado a Escola Apostólica São Judas Tadeu – Seminário, comandado pela Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus - DEHONIANOS, sendo, pois, uma referência à formação cristã-católica em nível nacional.
Assim, São Judas Tadeu é o Padroeiro do município e a Paróquia comemora a festa religiosa em data de 28 de outubro, sendo, portanto, feriado municipal.




Distâncias entre Terra Boa e as principais cidades brasileiras
Terra Boa - Curitiba = 494 Km
Terra Boa - São Paulo = 708 Km
Terra Boa - Foz do Iguaçu = 369 Km
Terra Boa - Maringá = 75,7 Km
Terra Boa - Cianorte = 19 Km
Terra Boa - Campo Grande = 565 Km
Terra Boa - Florianópolis = 796 Km


POLITICA
ANIVERSAIRO: 11 de dezembro
FUNDAÇÃO: 1955
GENTÍLICO: Terraboense ou Terrabonense
PREFEITO (A): Vera Lucia da Silva Zanatta (PT)

Características geográficas
AREA: 320,905 KILOMETROS QUADRADOS
POPULAÇÃO: 15.041 HAB Ibge 2008
ALTITUDE: 635 METROS
CLIMA: TROPICAL



TREVO DE ENTRADA VINDO DE CIANORTE

TREVO DE ENTRADA VINDO DE MARINGA/ENGENHEIRO BELTRÃO

PRAÇA EM HOMENAGEM A COLÔNIA JAPONESA

VISTA INTERNA DO GINASIO DE ESPORTES ARNALDO G. ZAMPIERI

FONTE NA PRAÇA DA JOÃO XXIII (PRAÇA DA MATRIZ)

terça-feira, 23 de junho de 2009

PARANÁ, MEU PARANÁ!


Não vou perder tempo dizendo se sou ou não paranaense, se sou ou não deste lugar, pois na verdade nunca ninguém perde tempo, é impossível perder tempo, é o tempo que faz perder as coisas. Nada para no tempo, Paraná.
Já me falaram muito sobre esta terra – Terra Boa, Terra Rica, Terra Roxa, Terra Vermelha, onde se vê o paradoxo de existir uma Floresta e uma Florestópolis, o Mato Rico e a cidade que para existir precisa derrubá-lo, transformando tudo em um Campo Largo, onde se produz um vinho homônimo que bebemos à noite para no dia seguinte sentir a mais forte ressaca, e como dói esta ressaca, Candói.
Como diz aquele samba de Zé Kéti, se perguntarem por mim, diz que fui pra Uraí. Talvez atrás de Jussara, minha primeira namorada, Palmas para ela. Ouvi dizer que aqui existe um lugar onde é sempre feriado: Primeiro de Maio. Quando eu era criança, costumava perguntar a meu pai por que ninguém trabalhava no Dia do Trabalho. Menino, eu sonhava com uma semana composta apenas de sábados, como deve ser em Sabáudia. Hoje eu quero um ano, dez anos, um século apenas de quintas-feiras, quintas sem-lei, como em Quinta do Sol. Será que Jussara fica por perto, ou quebrou tudo e se mudou pra Astorga?
Não sei, garota, acho que vou para Califórnia, viver a vida sobre as ondas, vou ser artista de cinema e conseguir um Bom Sucesso. Lá darei meu grito de Ipiranga. Mas o tempo, mesmo assim, não vai me deixar. Ainda que eu chame toda a tropa de bravos guerreiros: Coronel Vivida, Coronel Domingos Soares, Capitão Leônidas Marques, General Carneiro, Marechal Cândido Rondon e Almirante Tamandaré. O tempo vence qualquer tropa. Nada de novo sob o Céu Azul.
Esta minha Contenda com o tempo é tão sofrida que às vezes penso em acabar com tudo jogando-me do Espigão Alto do Iguaçu, do Salto do Lontra ou até do Marmeleiro. Nessas horas, conto com meu amigo Marquinho, que sempre me ajuda, dando-me uma Nova Esperança.
Mesmo com esses ataques de melancolia, gosto de viver aqui. Não é nenhum Paraíso do Norte, mas em certos dias lembra um Rancho Alegre.
Em Cambé, sabe como é, há domingos de calor, como sói acontecer em Kaloré, em que chamo meus Dois Vizinhos para pescar. Pegamos uma Balsa Nova, daquelas que serviam para atravessar o Tibagi no tempo da colonização, e vamos aos Grandes Rios. Depois, mesmo que não dê peixe, voltamos à Cidade para tomar um Chopinzinho. Estas pescarias sempre foram tranqüilas, exceto pelo dia em que vimos uma Cascavel. Saímos correndo e só fomos parar em Borrazópolis, onde bateu uma tremenda Saudade do Iguaçu.
Para ganhar tempo, sem jamais ganhar do tempo, leio a Bíblia. Tudo é vaidade e Ventania que passa, diz o Livro do Eclesiastes. Que o digam Santa Cecília do Pavão, Lindoeste e Uniflor, lugares em que os habitantes vivem fazendo o maior Farol da própria beleza. Mas não me deixo levar pelas aparências. Para mim, o que importa é a beleza interior, não se a pessoa tem uma Mercedes ou um Diamante do Norte. Vejo as coisas por esse Ângulo. Para mim, tanto faz a pessoa pertencer à Realeza ou fazer o Faxinal.
Agora, deixando de conversa fiada, voltemos ao assunto principal: o tempo. Esse inexplicável fenômeno sempre renasce, como a Fênix ou as Arapongas. Para me livrar do terrível dilema, procuro uma resposta, talvez uma resposta simples como o ovo de Colombo. Estará a resposta do tempo oculta dentro do próprio nome, como em Braganey? Precisarei viajar ao estrangeiro, indo a Paraná City? Adiantará jogar Pérola aos porcos, armar um Barracão, pedir auxílio numa oração ao querido São João, São João do Caiuá, São João do Ivaí, São João do Triunfo? São João disse que não, isso é lá com Santo Antônio da Platina, Santo Antônio do Caiuá, Santo Antônio do Paraíso, Santo Antônio do Sudoeste.
O que fazer deste escriba, Curitiba? De mim, o que será, Maringá? Por que não me respondes, Pequena Londres, Londrina!!!!


FONTE: PORTAL RPC

segunda-feira, 22 de junho de 2009

O USO DE ÓCULOS DE SOL


Diz a lenda que o imperador romano Nero gostava de assistir aos combates de gladiadores usando pedras preciosas polidas para proteger os seus olhos. O primeiro relato de óculos de sol, feitos de quartzo em tons esfumados, é chinês, do século XII, usado para proteger da claridade. Na corte chinesa da época, os juízes usavam essas lentes para esconder suas expressões faciais no interrogatório das testemunhas.
James Ayscough, inglês que ficou conhecido pelos seus microscópios no século XVIII, recomendava lentes pintadas de azul ou verde para problemas de visão - e não para protecção contra raios solares. A origem dos óculos de sol remota ao início do século passado, nos EUA, Sam Foster foi o primeiro a comercializar óculos escuros em 1929, sob a marca Foster Grant, que ainda hoje existe.
Tal como a pele é muito importante proteger os nossos olhos da exposição solar. A excessiva exposição dos olhos a raios ultra-violetas pode causar a longo prazo diversos problemas oculares. Os riscos à saúde ocular intensificam-se no verão, a maior exposição à radiação ultra-violeta é o mais nocivo porque aumenta a probabilidade de surgir fotoqueratite, pterígio, catarata e degeneração macular. A fotoqueratite, é uma inflamação da córnea que por precisar estar sempre lubrificada reage ao ressecamento da lágrima causado pelo sol. O pterígio é o espessamento da conjuntiva que para se defender cria uma película esbranquiçada sobre os olhos e por isso é confundido com catarata pela população.
A catarata não pode ser vista a olho nu. É a perda de transparência do cristalino que como a pele pode ter um envelhecimento e opacificação precoces quando é muito exposto à luz solar. A degeneração macular afecta a mácula, área central da retina responsável pela visão de detalhes, cujas células deixam de enviar luz à retina, impedindo o processamento das imagens.
Hoje o uso de óculos escuros representam modernidade e beleza, além de terem um efeito benéfico à saúde ao evitar a incidência dos raios de sol sobre a retina, e é exactamente por esta última função é que eles devem ser usados com muito critério. Não basta escolher um modelo bonito e da última moda. É necessário, primeiramente, adequá-lo às actividades em que vai ser usado. No caso de desportos outdoor, isto é crucial. Existem armações e lentes específicas para ciclismo, remo, vela, desportos com bola, esqui e outros. Tudo depende do tipo de iluminação e da protecção contra as principais causas de eventual traumatismo ao olho naquela actividade. Outro motivo de preocupação na escolha é saber se a lente do modelo escolhido possui filtros protectores eficazes. Eles fazem uma blindagem contra raios luminosos nocivos. Estes raios, da mesma forma que aumentaram o índice de doenças de pele, aumentaram também a incidência de doenças oculares.
Existem lentes terapêuticas que fazem uma protecção específica, principalmente em pacientes idosos e com alguns sintomas. A cor da lente não influi na eficácia em proteger os olhos dos efeitos lesivos do sol. Preto, verde ou castanho o que importa é que elas tenham factores de filtros específicos. A má escolha pode trazer perda de qualidade de visão, dor de cabeça, vermelhidão ocular, lacrimejamento, cansaço visual e dificuldade às actividades visuais. Os óculos escuros, deixaram de ser unicamente um adorno estético, sendo também um protector dos raios solares, mais vale prevenir do que remediar e não deixar o seu óculos de sol, seja no verão, ou nesse inverno que está começando, pois a alem da moda ele ira evitar problemas futuros na sua visão.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

COMO ESQUECER UM AMOR INESQUECÍVEL EM 22 PASSOS



Pensando nos amigos que experimentam isso agora, listei dicas experientes para esquecer um amor inesquecível. Algo como "Esqueça um amor inesquecível em vinte e dois passos". Veja que algumas medidas são de natureza imediata, outras são mais tardias. Ordene conforme a necessidade. Estou aqui para maiores esclarecimentos. Sorte a todos. Força, sempre!

1. Chore bem muito! Até secar!
2. Queime todos o cartões e fotos. Não se faça de doido e apague também aquelas da pasta do pc que você está fingindo que não lembrou;
3. Compre um litro de sua delícia etílica preferida. Se você gostar de cerveja, compre uma grade. Tome um porre com força (esconda o celular para não dar um show telefônico de madrugada!);
4. Escreva o nome da criatura sem futuro em um folha do tipo ofício, frente e verso. Em seguida, rasgue bem picadinho, suba num prédio e jogue (o papel picado, não você!!!!!);
5. Fale mal, bem muito mal, mas só para um ouvido confiável ou para um amigo mudo, de modo que não saia dali. Se você não tiver um amigo confiável ou um amigo mudo, dê um porre violento no amigo menos desconfiável que ele não lembrará de nada ao se recobrar;
6. Ponha no msn frases bem xexelentas sobre como é bom ser solteiro (As músicas de Latino tem umas assim);
7. Sabe aquele amigo bem desligado que não entra no msn e não viu sua frase de aviso prévio? Pois é, você vai encontrá-lo e não tem como evitar a infame pergunta ao fim do cumprimento: "Cadê fulano (a)?" Haja com parcimônia e não desfie um rosário de sua "trajetória de dor e sofrimento" para a coitada e desinformada pessoa. Apenas faça de conta que não escutou. Se ela insistir na pergunta, diga que terminou. Se ela perguntar por que, mande ela dar uma volta. Se continuar pentelhando, goze do direito momentâneo que a condição de rejeitado lhe dá de ser grosseiro;
8. Escolha uma música para ser trilha sonora desse momento pouco auspicioso;
9. Não caia na tentação de escolher "Detalhes" ou "Amor perfeito". São duas opções suicidas;
10. Tome outro porre, agora com trilha sonora;
11. Não que tomar só? Bote a trilha sonora, dê um outro porre naquele amigo e fale mal de novo;
12. Faça uma lista dos defeitos que você não suportava e que, graças a Deus, você não vai precisar continuar a conviver (tipo arrotar, palitar os dentes em público, cochilar e babar no seu travesseiro, calcinha ou cueca no chuveiro...);
13. Saia para uma balada (uma em que ele(a) não vá, por favor!) e passe o rodo!
14. Ele(a) está lá? Coloque em prática o plano número dois: tome um porre e passe o rodo!
15. Escreva bem muito para colocar para fora, mesmo que você rasgue depois;
16. Viaje;
17. Conheça gente nova;
18. Construa novas lembranças;
19. Tire novas fotos;
20. Perceba-se sorrindo;
21. Escute a dita música e tome outro porre!
22. Ocupe-se produtivamente.

Caso, ao fim de tudo, você perceba que não passou a danada da agonia, apenas aceite que não existe um botão "liga-e-desliga" para os sentimentos. Recupere as forças e veja que não há outra opção além de seguir em frente. Toda essa dor vai se diluir ao longo do tempo e você vai sair dessa. Acredite: a vida é cheia de possibilidades e sempre existirão novos amores para serem vividos.

Recomendação máxima: me chamem para o porre!

HISTORIA DA EMBALAGEM







A história da embalagem no Brasil vai do simples barril de mantimentos no século XIX e mera condição contentora evoluindo aos substratos e equipamentos de ultima geração, resultados de pesquisa e desenvolvimento em todos os elos da cadeia. Sem falar no premiado design, reconhecido mundialmente.
Em “Embalagem, Arte e Técnica de um Povo- Um estudo da embalagem brasileira”, edição comemorativa dos 50 anos da Toga, em 1985, sugere que lembrar o passado é reunir experiências vividas, delas tirando proveito para o presente e para o futuro e a embalagem brasileira como uma solução individual ou coletiva dos brasileiros, enquanto história da evolução tecnológica da embalagem industrial.
Antes de resolver as equações do presente e do futuro é preciso olhar para trás. O passado ensina e só avança quem conhece sua própria trajetória.
É grande o desafio das empresas: lidar com a globalização de mercado, com a competição acirrada e com a similaridade tecnológica e, assim, garantir a expansão das empresas. Ao designer de embalagem cabe criar boa parte das ferramentas que serão utilizadas como diferencial nesta competição.
Em um levantamento de algumas embalagens antigas e de suas histórias, verificou que, em muitos casos, elas têm na verdade sofrido diversas modificações ao longo do tempo, mas tão sutis que passam desapercebidas aos olhos do consumidor.
Num Mundo de tantas mudanças, e tão aceleradas, com imagens fugazes e passageiras, essas embalagens trazem ao consumidor o conforto do conhecido, mas nem por isso menos sedutor. Para as empresas que as possuem, representam verdadeiros patrimônios visuais que se traduzem em muito dinheiro, pois passa signos de contabilidade.
Às vezes é uma letra que se inclina, ou um splash que é acrescentado. Outras vezes as mudanças são técnicas, envolvendo tipos de impressão ou o tipo de material utilizado.
"É mais ou menos como o Fusca", compara Auresnede Stephan, professor de design. "Desde que foi desenhado pelo Ferdinand Porsche até o modelo que ainda hoje é produzido no México, várias mudanças ocorreram, mas a estrutura básica foi mantida". Produtos e embalagens clássicos, na verdade, mudam para permanecer iguais - e ter o mesmo apelo de sempre.
Não o apelo da nostalgia, das coisas paradas no tempo. Mas aquela característica tão perseguida e difícil de "fabricar" que é falar ao coração do consumidor, mexer com a sua memória afetiva.
A história da embalagem no Brasil, do simples barril de mantimentos no século XIX e mera condição de contentora evoluiu aos substratos e equipamentos de última geração, resultados de pesquisa e desenvolvimento em todos os elos da cadeia. Sem falar no seu premiado design, reconhecido mundialmente. Entretanto, antes de resolver as equações do presente e do futuro é preciso olhar para trás. O passado ensina e só avança quem conhece sua própria trajetória.

Nações Amigas
Em 1808, a Corte Portuguesa transfere-se para o Brasil, num total de 12 mil pessoas. Portugal havia sido invadido por Napoleão no final de 1807 por ter rejeitado o bloqueio continental decretado pela França contra o comércio com a Inglaterra.
Chega em janeiro à Bahia e depois segue para o Rio de Janeiro, onde instala a sede do governo. Entre as primeiras decisões tomadas por Dom João VI está a abertura dos portos às nações amigas. Com isso, o movimento de importação e exportação é desviado de Portugal para o Brasil. A medida favorece tantos os ingleses, que fazem de Portugal a porta de entrada de seus produtos para a América Espanhola, quanto os produtores brasileiros de bens para mercado externo. Dom João VI também concede permissão para o funcionamento de fábricas e manufaturas no Brasil.
Durante o período colonial, o Brasil esteve proibido de praticar qualquer atividade produtiva que competisse com Portugal ou prejudicasse os interesses da metrópole. Por isso, os primeiros esforços importantes para a industrialização no País ocorrem somente na segunda metade do século XIX, no Império, como por exemplo a fábrica do português Francisco Ignácio da Siqueira Nobre, na Bahia, em 1810, que produzia vidros lisos, de cristal branco, frascos, garrafões e garrafas.
Durante o Segundo Reinado, empreendedores brasileiros como Irineu Evangelista de Souza, o Visconde Mauá, e grupos estrangeiros, principalmente ingleses, investem em estradas de ferro, estaleiros, empresas de transporte urbano e gás, bancos e seguradoras. No final do século XIX e ínício do século XX surgem as primeiras indústrias no País.
Por utilizarem uma tecnologia mais simples e exigirem menos capital, em geral, elas eram voltadas para a produção de bens de consumo. Segundo recenseamento realizado em 1907, o Brasil estava com 3.120 estabelecimentos industriais, a maior parte deles – 662 – instalada no Rio de Janeiro.
Alguns anos antes, a expansão cafeeira, com a substituição da mão-de-obra escrava por imigrantes estrangeiros, impulsionou a construção de ferrovias e a exportação do café para Europa e Estados Unidos. Na década de 30, suplantadas as dificuldades, São Paulo tornou-se a vanguarda da industrialização e da modernização brasileira. Paralelamente a expansão agrícola (café, cana-de-açucar, soja, milho, feijão, trigo, banana, laranja), o Estado de São Paulo teve extraordinário desenvolvimento industrial.
Floresceu a industria de transformação, de aço, cimento, máquinas e componentes, e principalmente as industrias de bem de consumo, como tecidos, alimentos, remédios, higiene e limpeza, e bens duráveis, como automóveis e eletrodomésticos.
Manoel Vieira, fundador e primeiro presidente da Associação Brasileira de Embalagem (Abre), conta no artigo Síntese de cinco décadas de embalagens no Brasil, Integrante do livro “Embalagem, Arte e Técnica de um Povo”, que até 1945, eram relativamente poucos os produtos de primeira necessidade, produzidos no Brasil, comercializados pré-acondicionados. Entre esses estavam café torrado e moído, açúcar refinado, óleo de semente de algodão, extrato de tomate em latas pequenas, vinagre, cerveja e guaranás. Além desses produtos, havia goiabada, marmelada, sardinhas e manteiga em latas litografadas. A presuntada e as salsichas vinham em latas com rótulo de papel.

Marco
Nessa época da vida brasileira: “A produção no País era caseira e a embalagem mal tinha a função de proteção, era só um recipiente.” Durante séculos tudo o que havia eram os ancestrais do barril, cuja função consistia meramente em conter e proteger o conteúdo. “os produtos, incluindo os perecíveis, eram pesados no balcão e vendidos a granel”, acrescenta.
Os produtos, incluindo os perecíveis, eram pesados no balcão e vendidos a granel. O grande divisor de águas no desenvolvimento das embalagens – não só no Brasil como no resto do mundo – foi o desenvolvimento do comércio.
O sistema de compra era rudimentar: a pessoa ia ao armazém, pesava os produtos e usava um saquinho para levar o alimento para casa. A grande revolução na industria da embalagem foi quando ela teve de vender tudo o que continha. Na visão dele, o fato contribuiu para a evolução das técnicas de impressão e para a origem do conceito de marca.
A marca nasceu para identificar o fabricante, porém, colocada na prateleira dos supermercados distinguia um produto do outro. A embalagem é o grande veículo da marca, é a marca concentrada, a síntese do produto, pois a embalagem não serve para nada sozinha, ninguém compra embalagem vazia. Para o consumidor, a embalagem é o produto; ele não separa uma coisa da outra.
Outro fator que propiciou o desenvolvimento da embalagem no Brasil: o auto-serviço. Mais do que o surgimento do supermercado, foi a instalação do auto-serviço que obrigou a embalagem a agregar em si a função de comercialização.
Na década de 60 havia entre 80 e 100 estabelecimentos classificados como supermercados no Brasil, representando 3 a 5 % das vendas. Era quase nada, pois o pequeno varejo detinha a maior parte das comercializações. Cinqüenta anos depois, os supermercados chegam a mais de 45 mil e certamente abrangem mais de 70% do dinheiro que circula no meio.
Por isso, não podia ser diferente: a embalagem tem que comunicar a venda do produto. São poucos segundos disponíveis para ver, escolher e comprar; o tempo é um fator precioso.
A partir da Segunda Guerra Mundial, quando os supermercados se instalaram nas grandes cidades, surgiram inúmeras inovações na produção de embalagens, que deveriam permitir que os produtos fossem transportados dos locais onde eram fabricados, ou colhidos, para os grandes centros consumidores, mantendo-se estáveis por longos períodos de estocagem.

A partir da Segunda Guerra Mundial, os supermercados se instalaram nas grandes cidades, impulsionando inúmeras inovações na produção de embalagens.


A partir daí, a embalagem começou a proteger a mercadoria no transporte e nasceu a função de proteção. Assim, a embalagem tem de conter, proteger, distribuir, vender e promover.
Na fase do supermercado, ocorre uma explosão de consumo de embalagens: além de conter, ela teve de começar a vender, é o que se chama de “Sales appeal” (apelo de vendas). A embalagem assumiu o papel do vendedor.
O advento da marca própria é outra conseqüência da proliferação dos supermercados. Foi um acontecimento internacional, onde a embalagem tem papel fundamental, sendo o único veículo de comunicação da marca própria.
Pode ser oferecida mais barata ao consumidor porque não requer investimento em design nem em desenvolvimento da embalagem. É dessa etapa também o aparecimento do código de barras, que resultou em novos desafios para todos os tipos de embalagem, inclusive as flexíveis. A impressão deste código na embalagem devia ser precisa para permitir a leitura automática nos caixas de supermercados.
Nessa fase é que surgem produtos e embalagens genuinamente brasileiros.


Ate a industrialização, o velho e bom saquinho de papel foi a principal embalagem dos produtos de consumo, que até então, eram vendidos a granel.




Cartaz do guaraná Antarctica de 1928. Nesse ano, a Companhia Antarctica Paulista já tinha incorporado a fábrica de cerveja Bavária e dominava o mercado do guaraná



Publicidade do creme dental Kolynos, publicada na Revista Careta (RJ) em novembro de 1939.
A invasão da Polônia, em 10 de setembro do mesmo ano, dá início a Segunda Guerra Mundial



Embalagem do Café Seleto de 1948. O café torrado e moído foi um dos primeiros produtos produzidos no Brasil e comercializado pré-acondicionado



O português e químico Eduardo Augusto Gonçalves chegou ao Brasil em busca de oportunidades. Depois de passar por outros estados, desembarcou em Joinville (SC) para gerenciar a Farmácia Delitsh, em 1912.
Em 1915, um ano depois de desenvolver a formulação do produto, a Pomada Minancora foi registrada no Departamento Nacional de Saúde Pública. A marca é uma referência à deusa grega da sabedoria, Minerva, acrescida da palavra âncora, que significa a permanência definitiva em solo brasileiro. A deusa Minerva segurando uma âncora, símbolo de segurança e compromisso.
A Pomada Minancora – em sua tradicional embalagem laranja de 30 g- mantém-se no mercado desde a fundação da empresa, há 87 anos, pela qualidade de sua formulação e pela eficácia dos resultados (tem ação antiséptica, antipruriginosa e adstringente, seca e cicatriza rapidamente espinhas, frieiras e outras afecções cutâneas) é utilizada por gerações de brasileiros.
A estrutura de formulação foi tão bem estudada na época do lançamento, que poucas foram as modificações realizadas na embalagem do produto. A principal aconteceu em 1992, quando houve a mudança do tipo de estrutura de embalagem, passando de folha-de-flandres para plástico, visando com isso uma melhoria na qualidade e no design do produto.




O antiácido Leite de Magnésia de Phillips é vendido desde 1911, em frascos de vidro azul. A partir de 1959, a Cisper passa a fornecer as embalagens azuis, em função do seu desenvolvimento tecnológico, que também passou por mudanças.
Pressionada pelos concorrentes, a SmithKline Beecham, fabricante do produto, redesenhou a embalagem plástica, trocou a antiga tampa de pressão por outra de rosca e colocou rótulos adesivos. Além disso, lançou a opção com sabor hortelã. A gerência de produtos da empresa garante que há pesquisas mostrando que sete em cada dez famílias brasileiras possuem pelo menos um frasco de Leite de Magnésia em casa.
Fonte : www.glaxo.com.br- Revista Isto É, julho 97






Sabor que resiste ao tempo
Criada em 1886, em Atlanta, nos Estados Unidos, a Coca-Cola só chegou ao Brasil em 1942, em um esforço de guerra determinado por Robert Woodruff, na época.
Durante a II Guerra Mundial, ele assegurou aos soldados norte-americanos que, onde quer que estivesses, poderiam tomar uma Coca-Cola gelada pelo mesmo preço de 5 cents e com o mesmo sabor.
Foi assim que o refrigerante desembarcou em Recife (PE) que, junto com Natal (RN), formou o “Corredor da Vitória’, uma parada obrigatória de todos os navios que rumavam para a Europa em guerra.
Para entregar aos pracinhas, o refrigerante era produzido inicialmente na Fábrica de Água Mineral Santa Clara, em Recife, até serem instaladas minifábricas naquela cidade e em Natal. Na realidade, as minifábricas são apenas kits com os equipamentos básicos para a produção de refrigerantes
A primeira fábrica de verdade foi instalada na então capital, Rio de Janeiro, no bairro de São Cristóvão. Em 1943, a Coca-Cola abre em São Paulo sua primeira filial no País. Em 1945 é inaugurada a segunda fábrica carioca, também em São Cristóvão, mas com uma novidade : uma máquina Liquid 40, capaz de produzir 150 garrafas por minuto e uma lavadeira. Nesse mesmo ano, a empresa inicia no País o sistema de franquia, com a primeira licenciada a produzir o refrigerante em Porto Alegre,RS.





Em São Paulo, ocorre o primeiro passo, em 1959, para implantar o conceito de vasilhame em casa e a venda em domicilio. Um grupo de simpáticas jovens percorre as casas e promove a degustação da bebida. Com os vasilhames em casa, fica mais fácil ter sempre à mesa uma Coca-Cola, novidade que conquistou em definitivo as donas de casa. Era a Coca-Cola família que chegava. Na virada da década, início dos anos 60, a companhia lança o produto na garrafa média, 290 ml. De 1957 a 1962, com o avanço tecnológico e o surgimento de fornecedores de matérias-primas, o concentrado, até então importado, passa a ser feito no Brasil, no Rio de Janeiro (em 1990 passaria a ser feito em Manaus – AM). Neste mesmo período, várias fábricas são inauguradas no Brasil.
No final da década de 60, o país já conta com mais de 20 fábricas de Coca-Cola, que num esforço extraordinário abastecem todo o território nacional. Os anos 70 chegam com uma inovação: as máquinas post-mix, que oferecem ao consumidor a Coca-Cola fresquinha, feita na hora, servida em copos. No mesmo ano, outras quatro máquinas são instaladas em estabelecimentos cariocas, oferecendo maior economia de esforço e tempo: com uma máquina no balcão e um tanque de aproximadamente 63cm3 é possível servir o equivalente a 400 garrafas médias de refrigerante.
Em 1988, a empresa inunda o mercado brasileiro com várias novidades. Primeiro, as embalagens one way, depois, a tampa com rosca, que abriu espaços para outras embalagens maiores, que dificilmente poderiam ser acondicionadas em pé nos refrigeradores convencionais. No final dos anos 80, o sistema Coca-Cola já tem 36 franqueados no País.
Em 1988, a Coca-Cola também relança as misturas com ainda mais sofisticação e realismo: um miniengradado para cada esis garrafinhas. Seis milhões de miniaturas são disputadas avidamente pela legião de fãs do refrigerante. Inicia-se a década de 90 e a fabricante coloca no mercado a Big Coke (dois litros) e a embalagem 1,251. Em junho de 90, lança a lata de alumínio 100% reciclável para toda a sua linha de produtos.
Pouco tempo depois, chega ao mercado a maior revolução em termos de embalagem dos últimos 50 anos : a Super Família, garrafa plástica retornável de 1,5 l que, além de prática, atende as exigências da legislação internacional de proteção ambiental.
O Brasil saiu na frente a adotar a embalagem, após a Alemanha e a Holanda. Em 1992, a Coca-Cola comemora 50 anos de atividade no Brasil com mais uma iniciativa pioneira: lança no País as Coke Machine- máquinas de vender refrigerantes em lata.
Primeiro refrigerante light do País, a Coca-Cola light foi apresentada ap público em 1997. Quatro anos mais tarde, em 2001, a famosa garrafa contour de 237 ml, marca registrada da Coca-Cola criada em 1916, é relançada no mercado brasileiro para reforçar autenticidade e exclusividade da marca.

O PODER DA ORAÇÃO


Uma pobre senhora, com visível ar de derrota estampado no rosto, entrou num armazém, se aproximou do proprietário conhecido pelo seu jeito grosseiro, e lhe pediu fiado alguns mantimentos.

Ela explicou que o seu marido estava muito doente e não podia trabalhar e que tinha sete filhos para alimentar.

O dono do armazém zombou dela e pediu que se retirasse do seu estabelecimento.

Pensando na necessidade da sua família ela implorou:

- "Por favor senhor, eu lhe darei o dinheiro assim que eu tiver...".

Ele lhe respondeu que ela não tinha crédito e nem conta na sua loja.

Em pé no balcão ao lado, um freguês que assistia a conversa entre os dois se aproximou do dono do armazém e lhe disse que ele deveria dar o que aquela mulher necessitava para a sua família, por sua conta.

Então o comerciante falou meio relutante
para a pobre mulher:

"Você tem uma lista de mantimentos?"

- "Sim", respondeu ela.

- "Muito bem, coloque a sua lista na balança e o quanto ela pesar, eu lhe darei em mantimentos!"

A pobre mulher hesitou por uns instantes e com a cabeça curvada, retirou da bolsa um pedaço de papel, escreveu alguma coisa e o depositou suavemente na balança.

Os três ficaram admirados quando o prato da
balança com o papel desceu e permaneceu embaixo.

Completamente pasmado com o marcador da balança, o comerciante virou-se lentamente
para o seu freguês e comentou contrariado:

"Eu não posso acreditar!".

O freguês sorriu e o homem começou a colocar os mantimentos no outro prato da balança.

Como a escala da balança não equilibrava, ele continuou colocando mais e mais mantimentos até não caber mais nada.

O comerciante ficou parado ali por uns instantes olhando para a balança, tentando entender o que havia acontecido...

Finalmente, ele pegou o pedaço de papel da balança e ficou espantado pois não era uma lista de compras e sim uma oração que dizia:

"Meu Senhor, o Senhor conhece as minhas necessidades e eu estou deixando isto em Suas mãos..."

O homem deu as mercadorias para a pobre mulher no mais completo silêncio, que agradeceu e deixou o armazém.

O freguês pagou a conta e disse:
- "Valeu cada centavo..."

Só Deus sabe o quanto pesa uma oração...

ORIGEM DAS FESTAS JUNINAS


A quadrilha chegou ao Brasil pelas mãos dos portugueses. Suas raízes vêm da Europa, onde, por volta dos séculos XII e XIV, os agricultores ingleses comemoravam a fertilidade da terra e agradeciam aos deuses pela colheita, dançando quadrilha. Com a Guerra dos Cem Anos, esse costume foi assimilado pelos camponeses franceses.

Apesar da origem rural, no início do século XIX a dança já tinha perdido as características iniciais tornado-se nobre. Conquistou, primeiro, os salões da corte francesa, estendendo-se depois para toda a Europa, inclusive para Portugal.

Ao Brasil, ela chegou com os colonizadores, sendo reforçada com a mudança da família real para cá e pelas várias missões francesas que aportavam no país nessa mesma época. Transformou-se em dança oficial de todos os saraus elegantes da época, mas aos poucos foi incorporada pela população rural e se popularizou.

A quadrilha é definida pelos estudiosos como uma dança de salão, aos pares, de origem francesa, e que no Brasil passou a ser dançada também ao ar livre, nas festas de junho, em louvor a São João, Santo Antônio e São Pedro.

Hoje, ela é dividida em seis partes, sendo comandada por um marcador, que mistura expressões copiadas do francês, como balancê, anarriê, anavantu, etc com o português. A dança é sempre acompanhada pelo toque da sanfona, instrumento indispensável a toda quadrilha.

Os santos do mês

Na fé católica, três santos são especialmente reverenciados em junho: Santo Antônio, São João e São Pedro.

Santo Antônio - dia 13 de junho. Abre as festas juninas. Este santo é considerado "o casamenteiro", protetor dos namorados e das mulheres solteiras. Entre as simpatias para as moças arrumarem casamento, uma é retirar o menino Jesus dos seus braços até que o pedido seja atendido ou então amarrar a imagem do santo ao pé da cama e depois mergulhá-lo de cabeça para baixo em um poço de água. Este santo também ajuda a encontrar objetos perdidos.

São João - dia 24 de junho. É o santo que tem a comemoração mais importante do mês. Embora não seja tão casamenteiro quanto Santo Antônio, na sua festa, ele está sempre dormindo e as moças aproveitam disso para vestir roupas bonitas e sair à procura de marido. A figura de São João é apresentada como um menino de cabelos encaracolados. Foi ele que batizou Jesus, por isso é comum a repetição do ritual do batismo à beira da fogueira, durante as comemorações de seu dia.

São Pedro - dia 29 de junho. A comemoração deste santo encerra as festas do mês de junho. Protetor das viúvas e padroeiro dos navegantes e pescadores, é conhecido como o "porteiro do céu". São Pedro toma conta das chaves de entrada no céu e da ocorrência de chuvas. A crendice popular justifica a chuva no seu dia, afirmando que o santo está chorando de arrependimento por ter negado Jesus.


É tempo de simpatia

Junho é um mês cercado de tradições, superstições e "simpatias". Quem não conhece alguma? Moça solteira, doida para saber o nome do futuro pretendente, aguarda a meia-noite do dia 23 (véspera de São João) para "tirar a sorte".

Dizem os mais crédulos que à meia-noite em ponto desse dia, as brasas da fogueira podem ser pisoteadas sem medo, pois não queimam. A tradição manda atravessar a fogueira com os pés descalços. Tem quem jura ter feito isso. É ver para crer, mas o melhor mesmo é não experimentar, para não correr riscos desnecessários.

Se você acredita em simpatias juninas, experimente uma dessas e boa sorte.

Para arranjar um(a) namorado(a)

Quando já se sabe quem deseja namorar, é mais fácil: no dia de Santo Antônio, 13 de junho, antes do café da manhã, escreva o nome do(a) pretendente em um papel que tenha servido para embrulhar pão, dobre-o três vezes, repetindo - com muita fé e em voz alta - a frase: "(nome da pessoa), até o dia de São João você vai se lembrar de mim três vezes. Após a terceira vez, você estará completamente apaixonado." É tiro e queda. Até o final do mês você estará de namorado(a) novo(a).
Mas atenção, se você não pretende se casar, é aconselhável que não faça essa simpatia, porque o pão, além de simbolizar a fartura de alimentos, significa também o aconchego e a segurança do lar.

Se você não tem ninguém em vista, há uma forma de descobrir quem poderá ser seu futuro amor: na véspera do dia de Santo Antônio, 12 de junho, que é também o dia dos namorados, despeje uma colher de mel de abelha em um copo d'água e coloque-o ao lado da sua cama. Ao acordar, no dia 13, beba a água, não converse com ninguém e saia de casa. O terceiro nome de homem (para as mulheres), e de mulher (para os homens), que você ouvir é o mesmo do(a) próximo(a) namorado(a). Depois de ouvi-lo, pode voltar a falar normalmente. Esta simpatia dá apenas a dica, o resto é com você.
Para casamento

Na noite de São João, pegar três pratos, um sem água, outro com água limpa e um com água suja. Vendar os olhos e tocar o prato com a mão. Se cair no prato sem água, pode desistir de casar. O de água limpa é casamento com pessoa solteira e o de água suja com viúvo ou separado.

Também na noite de São João, pegar duas agulhas e colocar numa bacia com água. Espere. Se as agulhas se juntarem, casamento à vista.
Para dinheiro (fazer dia 23)

Logo ao anoitecer, pegue uma nota de qualquer valor (quanto maior a quantia, mais dinheiro virá) e coloque-a na janela para que receba o sereno da noite. Na manhã seguinte, recolha a cédula, dobre-a, coloque dentro da carteira e nunca mais a retire. Vai chover dinheiro no seu bolso, a menos que você perca a carteira.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

A ORIGEM DA DAMINHAS DE HONRA


Atualmente é muito comum a participação de crianças no casamento. Particularmente, gosto de entender a origem de algumas tradições antes de repetí-las. Pesquisei na internet mas não encontrei muitas informações a respeito do uso de Damas e Pajens na cerimônia.

Há indícios de que a tradição teria surgido na Igreja Anglicana como uma adaptação do cargo de Pajem de Honra. Esse cargo era exercido por filhos de nobres e tinha um papel de destaque em cerimônias importantes nas quais estivessem presentes os governantes do Reino Unido, tais como, coroações, eventos oficiais e outros. Os nobres passaram a adotar a figura do Pajem no cerimonial de casamento da Igreja Anglicana e depois começou a se espalhar para outros países.

Com relação às damas de honra há a possibilidade de duas origens:



1° Em virtude do hábito da “primeira noite” de uma mulher que acabou de se casar, ser privilégio do senhor feudal, os parentes da noiva vestiam algumas mulheres de forma idêntica à noiva para que, no ato da captura, o senhor feudal levasse outra mulher, que não fosse a noiva. Desta forma ela seria preservada e teria a sua primeira noite com seu esposo, ou seja serviam de cobaias...



2° Conta-se também que as damas de honra vestiam-se como a noiva a fim de evitar malefícios e sortilégios, confundindo os maus espíritos, já que todas se vestiam da mesma forma, ou seja tambem serviam de cobaias...



Não sei em que momento da história as crianças assumiram o papel de damas de honra nas cerimônias, mas isso explica o motivo de vestiram-nas como mini-noivinhas. Na verdade eu não gosto muito desse estilo, pra mim, criança tem que se vestir como criança e, hoje em dia há modelos de trajes muito mais simpáticos...

ORIGEM DA ALIANÇA



É correto que o cristão use aliança de casamento?

Muitos cristãos sinceros têm feito esta pergunta por causa do desejo de evitar algum costume desaprovado por Deus. Alguns dos que perguntam assim sabem que o prelado católico John H. Newman escreveu: “O emprego de templos, e estes dedicados a certos santos, . . . vestimentas sacerdotais, a tonsura, o anel nos casamentos, o virar-se para o Oriente, imagens numa data ulterior, talvez o cantochão e o Kyrie Eleison, são todos de origem pagã e santificados pela sua adoção na Igreja.” (An Essay on the Development of the Christian Doctrine, 1878) Embora os fatos provem que muitas das atuais práticas religiosas alistadas por Newman definitivamente foram adotadas da adoração pagã, dá-se isso no caso da aliança de casamento?

Na realidade, há idéias contraditórias quanto à origem da aliança de casamento. Vejamos alguns exemplos: “Originalmente, . . . a aliança era um grilhão usado para prender a noiva cativa.” (For Richer, for Poorer) “A aliança é um substituto relativamente moderno da moeda de ouro ou de outro objeto de valor com que o homem comprava literalmente sua esposa do pai desta.” (The Jewish Wedding Book) “A aliança de casamento é supostamente de origem romana e deve ter vindo do antigo costume de usar anéis para celebrar acordos.” (American Cyclopœdia) “Ofereceram-se diversas explicações sobre a relação entre a aliança e o casamento. Parece que os judeus usavam alianças de casamento antes dos tempos cristãos.” — The International Cyclopaedia.

Vê-se assim que é incerta a origem exata da aliança de casamento. Mesmo que de fato os pagãos tenham sido os primeiros a usar alianças de casamento, impede isso seu uso pelos cristãos? Não necessariamente. Muitas das atuais peças de vestuário e dos atuais aspectos da vida originaram-se em países pagãos. A atual divisão do tempo em horas, minutos e segundos baseia-se num primitivo sistema babilônico. No entanto, não há objeção a que o cristão use estas divisões do tempo, pois o seu uso não envolve a participação em práticas religiosas falsas.

Naturalmente, nossa preocupação é maior com relação ao uso de alianças de casamento, visto que não se relacionam com questões seculares menores, mas com a relação marital, que o cristão considera corretamente como sagrada perante Deus. De fato, a questão não é tanto a de alianças de casamento terem sido ou não usadas primeiro por pagãos, mas a de terem sido ou não usadas como parte de práticas religiosas falsas e de talvez ainda reterem tal significado religioso. Conforme se demonstrou, a evidência histórica não permite uma conclusão definitiva sobre isso. O que diz a Bíblia sobre o uso de anéis?

A Bíblia mostra que alguns servos de Deus no passado usavam anéis, mesmo os que tinham significado especial. O uso dum anel de sinete indicava que a pessoa havia recebido autorização para agir em nome do governante de quem era. (Gên. 41:42; Núm. 31:50; Ester 8:2, 8; Jó 42:11, 12; Luc. 15:22) Portanto, embora não se mencionem alianças de casamento, é evidente que tais verdadeiros adoradores não tinham escrúpulos quanto ao uso de anéis além do mero adorno.

Alguns dizem que a aliança de casamento representa interminável amor e devoção no casamento. A proporção de divórcios em aumento, em muitos países onde os casados usam uma aliança, prova que tal significado é mais imaginário do que real. Não obstante, para a maioria das pessoas, inclusive para os cristãos, nos países em que alianças de casamento são comuns, a aliança é um indício exterior de que a pessoa é casada. Em outros lugares, a mesma coisa é demonstrada de modo diferente, tal como o uso de certo estilo de roupa pelas mulheres.

Naturalmente, a aliança de casamento, de modo algum, é um requisito cristão. Um cristão talvez decida não usar aliança de casamento, por causa da consciência, do gosto pessoal, do custo, dos costumes locais ou de outro motivo. Mas, outro cristão talvez decida indicar seu estado civil por meio duma aliança de casamento. Portanto, no fim das contas, a decisão é assunto pessoal, a ser feita de acordo com a consciência.

A VELHA E BOA CALÇA JEANS


Olá,
A Calça jeans foi criada por Oscar Levi Strauss em 1853, nos Estados Unidos ,coloquei um trecho sobre a história para você dar uma olhada

Por volta do ano de 1850, auge da corrida do ouro e conquista do oeste americano, vários mercadores aproveitavam o trabalho nas minas e de exploração, como ferramentas, mantimentos, roupas e lonas.

Entretanto, o mercado para este tipo de produto estava extremamente saturado, pela oferta de lonas por praticamente todos os mercadores.

Com um grande estoque de lonas e sem conseguir mercado para as mesmas, Strauss passou a procurar outra aplicação para o produto. Ele observou que devido a grande exigência física no trabalho das minas, os mineradores tinham que substituir freqüentemente as roupas utilizadas, o que levava-os a um grande gasto.

A fim de realizar uma experiência, Levi Strauss confeccionou duas ou três peças reforçadas com a lona que possuía, disponibilizou-as aos mineradores e o sucesso foi imediato. Devido a alta resistência das peças, as mesmas não se estragavam com facilidade e proporcionavam uma durabilidade muito maior.

Estava criado o jeanswear, o estilo reforçado de confecção, o qual foi originalmente destinado a roupas de trabalho.

A partir de então, cada vez mais os trabalhadores utilizavam o jeans para exercer suas tarefas mais árduas e de exigência física.
Entretanto, o jeans só passou a ser utilizado no dia-a-dia, já no século XX.

Com o surgimento no cinema, encabeçados por James Dean e Marlon Brando, a roupa começou a associar-se ao conceito de juventude rebelde conquistando este público.

A partir daí, o jeans só chegou a conquistar o restante da população após a proliferação social do seu conceito como roupa despojada e do cotidiano, sem perder seu charme e elegância. Consagravam-se os gigantes do Jeans, como Levi's, Lee e Mustang.

O primeiro estilista a colocar o jeans na passarela foi Calvin Klein, já na década de 70, causando choque e indignação aos mais conservadores. Esta atitude, no entanto, foi logo seguida pelos demais e o jeans definitivamente conquistou seu espaço na sociedade.

Observa-se uma proliferação cada vez maior do conceito jeanswear em se vestir, devido principalmente a comodidade e praticidade, aliadas a fácil manutenção numa época em que estamos cada vez mais sem tempo livre e qualquer facilidade proporcionada torna-se fundamental.

Percebe-se também a introdução e continuidade do jeans nos ambientes de trabalho mais formais, em escritórios, como grandes empresas e instituições financeiras, principalmente após a instituição da sexta-feira como o "Casual Day" e muitas vezes a abolição total da obrigatoriedade do uso de terno e gravata.

A história da fantástica aventura do jeans começou em Nimes, na França, onde foi fabricado pela, primeira vez. No entanto, foi a indústria têxtil de Maryland, na Nova Inglaterra, que popularizou, em 1792, o uso desse tecido de algodão sarjado, que chamaram de denim por ser fabricado com as mesmas características do pano que se fazia em Nimes. Por ser um tecido q ue não merecia grandes cuidados e era durável, no início ele era destinado a roupas para o trabalho no campo e também para os mineiros de ouro na Califórnia. O jeans só se tornaria mais macio muito tempo depois, quando começou a ser lavado com pedras antes de ser posto à venda.

Esse jeans mais macio era produzido por um alfaiate da Califórnia, que fazia calças para mineiros, e que, mais tarde, se associou à Levi-Strauss. Utilizava-se o tecido, vindo de Maryland, e geralmente na cor marrom, para cobrir carroças. Quando a venda de tecido para essa finalidade caiu, ele passou a ser utilizado na fabricação de calças, em uma modelagem resistente e própria para o trabalho das minas. Depois, ao ser vendido em larga escala, o jeans (já tingido de azul - na verdade um tom verde, que com o tempo e a luz, ainda na tecelagem, vai se transformando no indigo blue) se tornaria o elemento principal de uma verdadeira revolução no modo de vestir.

Pode-se dizer que as atuais calças em jeans têm o mesmo estilo daquelas que fizeram sucesso com os mineiros, depois com todos os trabalhadores americanos, e, mais tarde, com os hippies, que as utilizaram como símbolo de rebeldia contra as roupas convencionais. Assim, o jeans tornou-se um tipo de moda nascida não pela imaginação dos estilistas, vinda de cima para baixo, mas de baixo para cima, acabando por tonar-se um clássico da roupa.

Nomes da alta costura, como Jacques Fath, Pierre Cardin, Givenchy Pierre Balmain, e ate o muito esnobe Van Cleef Arpels, acabaram por ligar suas etiquetas à trajetória do jeans como moda. Ele tornou-se um fenômeno bastante singular. Usado em todos os continentes por trabalhadores do campo e da cidade, foi adotado tanto pelos ricos quanto pelos pobres, curiosamente sempre conservando as características originais das primeiras calças feitas por Levi-Strauss. Popularizado no cinema por astros como Marlon Brando e James Dean

terça-feira, 16 de junho de 2009

Brasil lidera ranking de comércio de roupas em emergentes


Brasil lidera ranking de comércio de roupas em emergentes
Um estudo da empresa de consultoria internacional A.T. Kearney aponta o Brasil como o mercado emergente mais atraente para varejistas de roupas pelo segundo ano consecutivo. De acordo com a consultoria, o Brasil lidera o ranking à frente de Romênia e China. O índice de vestuário da A.T. Kearney analisa o crescimento de mercado e indicadores de consumo para 30 países emergentes.

O levantamento é elaborado a partir de indicadores de mercado para o setor como o total de vendas e importações de roupas, população total, população jovem e a presença de varejistas internacionais do setor de vestuário no país analisado.

"Além dos fortes indicadores de mercado para vestuário, o Brasil está em uma posição econômica forte comparado com o resto da região", afirma Hana Ben-Shabat, uma das autoras do estudo.

"Um pacote econômico proativo do governo e taxas de inflação mais baixas vão aumentar os gastos do consumidor (no setor)", acrescenta.

Compras per capita
O estudo afirma que o Brasil lidera o ranking de vestuário pelo segundo ano consecutivo por uma série de motivos. Entre eles está o grande total de vendas de roupas, ultrapassado apenas pela China, e a venda anual de roupas per capita, que lidera o índice com US$ 490 (mais de R$ 950 por ano).

"Os brasileiros não apenas compram muitas peças de vestuário (por ano), mas o crescimento da taxa de consumo nos últimos cinco anos, a mais de 20%, é incrível", afirma o relatório.

O levantamento diz que brasileiros "adoram comprar e são extremamente antenados em moda", mas aponta fatores que ainda precisam melhorar no mercado brasileiro.

"A população jovem do Brasil é também um grande fator, com mais de 60% da população abaixo dos 39 anos", diz a consultoria. "Tendências geralmente são determinadas pelas celebridades locais e varejistas multinacionais ainda lutam para capitalizar em cima destas modas locais."

"Portanto, é imperativo desenvolver um conhecimento maior do mercado local, para capturar o mercado de vestuários no Brasil", acrescenta o relatório.

Oportunidades
O ranking de vestuário da A.T. Kearney coloca a Romênia em segundo lugar entre os emergentes. A China aparece em terceiro, a Índia, em quarto, e a Argentina, em quinto lugar.

Na sexta colocação está a Ucrânia, seguida pelo Chile. A Rússia ocupa o sétimo posto no ranking de vestuário, seguida pela Arábia Saudita. A Turquia está na décima colocação.

De acordo com o relatório, o setor de vestuário apresenta oportunidades para varejistas internacionais em mercados emergentes.

"Os líderes atuais (do setor), a maioria pequenas redes locais que estão se modernizando, tiveram um forte crescimento nos últimos anos devido ao aumento na renda disponível e no crédito ao consumidor", afirma o estudo.

Segundo a consultoria, muitras marcas de luxo entraram no mercado brasileiro nos últimos anos, como Marc Jacobs e Furla. "Prevemos que outras grandes marcas globais de massa entrem nos próximos anos", conclui o relatório.